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O parquinho é onde eu paro e me divirto.

Nem todas as páginas desse site são sobre meu trabalho como designer visual ou com animação 2D ou arte conceitual. Sou um criativo de nascença, e faço muitas coisas que acho interessantes que não tem nada a ver com o meu trabalho, e acho que alguns de vocês achem interessantes também. Além disso, escrever é divertido e acho que todos deveriam escrever, então quero seguir como exemplo. Obrigado por passar por aqui, espero que se divirta e até, talvez, descubra algo que não sabia!

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  • Foto do escritor: Milo
    Milo
  • 17 de abr.
  • 4 min de leitura

Uma das lembranças mais antigas que tenho é a vontade e a curiosidade do ato de cozinhar. Sempre tive esse fascínio de tudo que envolve a cozinha, o preparo, a manipulação, a limpeza, o cortar, o fatiar, de pegar um alimento e cozinhar, assar, fritar, grelhar ou refogar. Era a atividade que mais me interessava quando criança, além da veia gráfico-visual e "artística". Tanto, que lembro das minhas brincadeiras favoritas serem duas: jogar os videogames online em Flash de trabalhar em restaurante, e brincar na cozinha de brinquedo que meus pais me deram. Sim, aquelas de plástico, rosa e roxa e branca, com panelinhas e utensílios.


Claro, muitas das minhas memórias acerca da comida não envolviam minha ação de cozinhar ou preparar alimentos, mas de ficar sentadinho na mesa de jantar, vendo algum dos meus irmãos colocar margarina, queijo, patê ou doce de leite em uma fatia de pão e preparar um leite com achocolatado. Lembro vagamente do dia em que me engasguei com uma espinha de peixe, e minha mãe me levou de bicicleta até o postinho mais próximo de casa. Lembro de comer frango, arroz e feijão junto da minha família à mesa. Eu provavelmente tinha algo entre 4 e 5 anos, talvez. Engraçado pensar que nenhum desses alimentos que envolvem minha infância eu como mais.


Minha mãe só deixou eu começar a "cozinhar" por volta dos 12 anos, se não me engano, tudo por conta de um acidente que causei quando era bem pequeninho. Parece que girei todas as bocas do fogão, intoxicando eu e meu irmão com o gás de cozinha. Por isso, só pude usar o fogão quando já era mais velho. Comecei bem modesto, como toda criança, fazendo ovos cozidos ou grelhando e refogando alguma coisa. Acho que fazia muito omelete com queijo, tomate, cebola e pimentão, mas confesso que tenho poucas memórias dessa época.


Durante a minha infância, queria preparar minha própria comida, manipular, cortar, fatiar e refogar, mas não podia. Dá pra dizer que daí que saiu a paciência para cozinhar. Talvez, na verdade, só a paciência, para depois cozinhar. Não quero dizer que fui uma criança paciente, creio que longe disso. Fui uma criança "externamente" quieta em alguns períodos, também fui uma criança furiosa e revoltada, um adolescente talvez mais ainda furioso e revoltado e confuso, mas isso é assunto pra outro dia. O que importa é que acredito que a paciência me salvou de muita coisa, mesmo que a paciência às vezes seja agoniante e frustrante e, sim, também revoltante.


Em uma cozinha doméstica, são poucas coisas que são possíveis de apressar. É possível usar estratégias como: posicionar o alimento diretamente na chama do fogão, ou colocá-lo na panela de pressão, ou deixar um legume de molho ou colocar algo que precisa esfriar para continuar a receita no freezer. Essas ações trazem algum sucesso em salvar alguns minutos no tempo total de preparar um prato. No entanto, muitas das coisas na cozinha são inevitáveis e demandam tempo.


Certa vez, uma colega minha de trabalho, após eu comentar que adorava cozinhar e que eu consigo passar o fim de semana inteiro preparando diversos pratos e refeições, retrucou: realmente, as pessoas são muito diferentes umas das outras. São mesmo. Também as experiências de cada pessoa ao longo de toda uma vida influencia muito esse tipo de tendência. Como seria possível, por exemplo, uma pessoa que cresceu em uma família que havia apenas um adulto responsável, uma mãe que precisava trabalhar o dia todo, e que quando chegava em casa já exaurida de qualquer vontade de fazer qualquer coisa, quem dirá preparar uma refeição (algo que quase sempre demanda tempo, como já mencionei) para ela e sua prole, como essa pessoa que era filha ou filho dessa mãe teria a possibilidade de gostar de cozinhar, sem a referência primordial? Em uma sociedade que preza pela performance de tempo, que quer otimizar, que quer furtar toda humanidade das ações do ser humano, transformando-o puramente em um indivíduo produtor de valor para o lugar onde trabalha, como esse ser humano vai gostar de cozinhar? Sim, na visão da maioria, cozinhar não compensa: é demorado, pode ser caro, pode ser desgastante e causar desperdício.


Milo, um homem de cabelo e barba escuros, está de camiseta cinza e rindo enquanto segurando um prato de vidro com salada.
Eu, feliz por ter feito uma salada com crouton de pão de fermentação natural.

Porém eu acredito que a paciência na cozinha seja a resposta que resolve alguns problemas que temos como sociedade atualmente. Cozinhar e respeitar o tempo que isso demanda, quando possível, é uma forma de revogar o que nos é esperado como classe trabalhadora. A verdade é que muitos (reiterando: nem todos, mas muitos) tem tempo para cozinhar, mas estão cada vez mais com a paciência e a concentração curta. É uma questão de prioridade, de foco e de disciplina. Infelizmente, o que muitos não sabem é que a vantagem de cozinhar é muito muito maior que se pode acreditar. Acho que as redes sociais e os apps de comida conseguiram convencer muita gente que o melhor é pedir refeições e lanches por delivery.


Penso que a paciência na cozinha é necessária para curarmos algo que a muito está nos machucando, a conexão com o real, a conexão com as pessoas queridas e próximas de nós, além do exercício da presença, fora de algoritmos e informações rasas e inúteis. Eu mesmo tenho que exercitar isso também. É incrível quão fácil é, para mim, assistir um, dois, 5 ou 8 YouTube shorts em sequência, normalmente todos completamente inúteis. Tem alguns úteis, claro – os de receitas –, mas convenhamos: trivia, animais fofinhos, até algumas notícias sobre a conjectura atual não são tão importantes para nossas vidas e o nosso dia a dia.


Então, refoga tua cebola com calma, faça uma pizza de fermentação natural, monte e decore o bolo de aniversário de alguma pessoa amada. O tempo que é "gasto" fazendo isso vale tanto a pena, pois resgata a nossa humanidade e a nossa função como seres vivos, seres humanos, falhos e perfeitos: a atividade da criação, da experimentação, da criatividade e da comunidade. Faça tudo com calma, e respeite o tempo de cada alimento, pois assim estará respeitando o tempo puramente humano e desprezando o tempo da esteira de produção que somos obrigar a rolar, até que façamos algo sobre isso.

No mês passado, assisti ao filme Arco (2025, dir. Ugo Bienvenu), uma produção francesa. Sempre é um deleite de assistir longas metragens de animação 2D, é algo que está cada vez mais raro. No começo do ano também assisti Amélie et la métaphysique des tubes (2025, dir. Maïlys Vallade and Liane-Cho Han), o que me dá esperança nas produções francesas, pois é outro filme que gostei muito e provavelmente vou falar sobre ele no futuro aqui no Parquinho.


Relembro de Arco em uma sala de aula de uma faculdade profissionalizante. Vejo o céu branco acinzentado, uma situação comum pra quem vive em Porto Alegre, principalmente nesse período transitório do outono. A persiana cinza bloqueia minha visão dos prédios também acinzentados do centro histórico da cidade. Penso na criança inexistente de um futuro distante e provavelmente também inexistente. Com certeza inexistente, na verdade.


Trailer oficial de Arco distribuído pela NEON e com dublagem em inglês (o original é em françês).

Será que ele poderia levantar voo e manipular o espaço-tempo no universo, na realidade em que vivemos? Porque o filme não propõe um viajante no tempo visitando a nossa realidade da primeira metade do século XXI, mas propõe uma viagem no tempo também para o futuro, mas um futuro da Terra que provavelmente não vamos alcançar. Não consigo decidir se gosto da ideia ou não de pensar que aquele futuro que é passado não é algo alcançável para o mundo, o tipo de sociedade e o sistema em que vivemos atualmente.


O ambiente principal em que o filme se passa, aparenta ser uma cidade de médio porte, arborizada, suburbana, num período indo para o final do século XXI se não me engano. Um ponto narrativo importante da trama é o uso de androides para diversas tarefas cotidianas e trabalhos comuns da nossa realidade, como manutenção de redes elétricas, quedas de árvore, bombeiros, polícia, babás (ou pais?) e professores. Esse último foi algo que me deixou muito reflexivo sobre a construção do mundo de Arco e trabalho humano, e se eu concordava com essa atribuição do ensino infantil para robôs.


Personagens Arco e Iris do filme Arco (2025), em uma cena externa em um jardim.
Arco (2025, dir. Ugo Bienvenu)

É importante aqui pensar que o trabalho também é só um trabalho, porém o trabalho de ensinar outras pessoas sempre carrega um peso maior do que o trabalho de um padeiro ou de um ilustrador ou até de um médico – acredito que a medicina também tenha suas peculiaridades. E tenho culpa nisso também, muita gente considera o trabalho pedagógico como algo maior que o trabalho em si, uma vocação, um dom, uma bondade para o mundo e a sociedade, sendo o sacrifício e a dificuldade e a paciência, qualidades necessárias para o ato de lecionar. Tudo isso é considerado algo heroico, algo suprahumano, para fora do indivíduo que ensina (principalmente quando os estudantes são crianças, eu diria). Logo, pensando nessa crença quase indiscutível, percebi que tinha em mim que o trabalho do professor seria algo estritamente humano, que deve ser elaborado e apresentado por um humano. E essa crença se mostrou muito relevante quando senti um desconforto incrível quando assisti Arco e todos os professores eram androides.


Pensando a nível individual, qual seria a profissão dos sonhos? O que as pessoas aspiram a fazer e a ser? Conheço muitas pessoas e também considero senso comum que pessoas que cursam licenciatura gostam de ensinar e gostariam que essa fosse a sua ocupação. No sistema em que vivemos atualmente, é uma classe trabalhadora que ganha pouco dinheiro e trabalha muito, porque muitos entendem que o prazer que a pessoa sente ao trabalhar na sua vocação é a recompensa em si. Ironicamente, dentro de um espectro de profissões "chatas" e "legais", dentro de uma fatia de mercado com conhecimento a nível superior, parece que quanto mais "chato" é o trabalho, maior é a remuneração monetária, em uma estranhíssima equivalência diretamente proporcional. Ora, se o trabalho envolve códigos para sistemas de operação de empresas multinacionais, ou o trabalho é administrativo em uma repartição pública que lida com processos trabalhistas, ou o trabalho é mapear e definir a disposição de um jardim de hélices de energia eólica, se essas ocupações são "chatas", então deve existir algum tipo de recompensa para o indivíduo que tem a capacidade e a vontade (ou a obrigação) de fazê-lo.


Então, no mundo de Arco, algumas dessas incongruências do trabalho "chato" são resolvidas, até também do trabalho perigoso e do trabalho desgastante e ininterrupto, que são os trabalhos de segurança pública e de cuidar de crianças, respectivamente. Porém, não me parece lógico a substituição do ser humano professor pelo professor robô, se considerarmos a vontade do ser humano: quais seriam as possibilidades do que fazer assim que fossem resolvidos os trabalhos que não necessitam necessariamente a ingenuidade humana, como questões que são necessárias para a manutenção da sociedade – como disse anteriormente: os trabalhos de tarefas cotidianas, perigosas, muitas vezes processadas de forma rígida e, bem, robótica?


Cena de Arco (2025), do androide Mikki com o irmão bebê de Iris, Peter, em uma cena noturna com um incêndio florestal ao fundo.
Arco (2025, dir. Ugo Bienvenu)

No livro Bullshit Jobs, David Graeber apresenta vários relatos que as pessoas compartilharam sobre suas experiências com o trabalho. Eu provavelmente vou falar mais a fundo sobre esse livro no Parquinho no futuro, mas o que quero apontar sobre esses relatos é que alguns deles justamente falavam sobre como essas pessoas gostariam de ser professores e terem profissões que não são tão bem remuneradas. No entanto, são obrigadas, para poder pagar as contas e sobreviver, a cumprirem trabalhos toscos e sem utilidade nenhuma. Trabalho esse que não constrói nada, que não avança em nada, e em que a pessoa que se vê obrigada a fazer esse trabalho inútil e não tem possibilidade de mudança porque o trabalho paga muito bem para a pessoa construir planilhas e listas que ninguém irá consultar – e muito resumidamente e em minhas palavras, essa é a definição de bullshit job apresentada por Graeber em seu livro.


Toda essa reflexão me fez questionar na construção do universo de Arco o que é considerado importante, quais as vocações que essas pessoas do século XXII tem, no que trabalham e o que contribuem para suas comunidades e o sistema que vivem. Não fica claro o que os pais de Iris trabalham, mas dá a entender que é um trabalho importante em que passam muito tempo fora da cidade em que moram. Qual trabalho será esse, em que é necessário a influência humana e não apenas o trabalho de um androide? O que é importante o suficiente para ser feito em sua plenitude, com sacrifícios, inteligência puramente humanas?


Por isso tenho dificuldade em saber se essa sociedade futura, imaginada por Bienvenu, é algo que gostaria que nós como humanidade aspirássemos a alcançar. O que vale a pena fazer? O que faz da vida algo que vale a pena ser vivida? Eu acredito que todos devemos trabalhar em algo, dentro da capacidade e da limitação de cada um. Também acredito que, se a tecnologia avança o suficiente para retirarmos a necessidade do ser humano de trabalhar em tarefas perigosas, repetitivas e administrativas, devemos fazê-lo. A partir daí o que faríamos então? Talvez essa seja a falha do universo de Arco e a similaridade com o nosso, ainda não sabemos dizer ao certo o que pode ser feito por uma máquina e o que deve ser feito por um ser humano.

Essa vai ser a primeira publicação aqui no Parquinho do Leão Fucsia. Apesar do site ter caráter mais profissional, refleti sobre como seria interessante manter uma área mais informal e divertida aqui, em que eu pudesse compartilhar algumas das atividades que faço e pensamentos que tenho. Atividades e pensamentos esses de todo tipo, até os que não são diretamente atrelados à ocupação de designer visual ou ao mundo da animação 2D, design de personagens, branding e arte conceitual. Por isso o nome "Parquinho": um lugar para desopilar, se divertir, ser livre e espontâneo como criança.


Pensei em alguns motivos para a publicação de textos aqui. Acho legal a ideia de compartilhar esse raciocínio, pois acredito que outras pessoas possam usufruir do meu pensamento:


1 - O hábito de escrever ajuda a pensar


Para escrever um texto, é preciso concentração e um certo envolvimento. Não dá para escrever sem pensar, e sem pensar não dá para ter ideias, muito menos ideias boas. Na minha vocação como criativo, se faz necessário sempre o pensar e o surgimento de ideias para dar prosseguimento ao que ando fazendo em qualquer determinado momento. Então, penso que criar esse hábito da escrita no Parquinho vai me ajudar criativamente em todas as áreas de minha vida. Afinal, creio que no mundo em que vivemos é preciso ser criativo sempre que possível.


2 - Precisamos de mais textos escritos por pessoas que existem


Vou constatar sem rodeios: não gosto de inteligência artificial generativa. Não tenho vontade de usá-la, ou de alimentá-la meus pensamentos, ou pior, fazê-la pensar e criar por mim. Nada, nunca, substituirá a intuitividade e ingenuidade humanas, e qualquer pessoa que preze por um mínimo de qualidade e de decência pelo que o ser humano faz de melhor, que é criar, sabe que a IA generativa é apenas uma pequena falha de caráter que o sistema em que vivemos tornou possível.


Claro, eu sou apenas um indivíduo, um cara de quase 30 anos que usa o cérebro e as mãos para trabalhar. Não posso impedir o avanço tecnológico, nem a exclusão sistêmica de tudo que nos torna seres vivos únicos, mas posso criar, pensar e ser apesar disso. É, talvez, o pequeno trabalho de formiguinha que estou disposto a apresentar para o mundo, como um pequeno estandarte de protesto ao declínio da imaginação e incentivo à liberdade de criar, mesmo que ruim, ou mau feito, ou inacabado. São qualidades humanas, ou defeitos, mas humanos mesmo assim.


Milo dando uma bicuda em um robô que representa a inteligência artificial generativa.

3 - Eu não sou só um designer visual


A verdade é que tenho muitos interesses que convergem ou divergem da prática do design visual. No entanto, em quase todos os momentos que me vejo obrigado – por mim mesmo ou pela necessidade de pagar a conta de luz – a escrever, o assunto é sempre o mesmo: argumentação de projeto visual, metodologias e objetivos de projeto, conclusão de coleta de dados, especificação para produção de peças gráficas, instrução para desdobramento gráfico-visual de campanhas e identidades visuais. Acho que todos os envolvidos ganham se eu exercitar a escrita para além do design visual (porém, imagino que quem ganhe mais seja eu mesmo). Assim como faz bem viajar e conhecer lugares novos, escrever e pensar de forma estruturada sobre outras coisas com certeza deve fazer bem também. É a forma de viagem dentro de si, de conhecer os lugares novos dentro da nossa mente infinita.


Minha ideia no Parquinho é falar sobre meus interesses particulares e especiais, os principais sendo: gastronomia, videogames (principalmente Minecraft), flora e fauna, cultura e livros. Claro, quando conveniente para mim, pode aparecer no parquinho algo relacionado à área de design visual e animação 2D, porque é afinal uma área que tenho grande apreço e carinho, e que me interessa e me diverte demais. Trabalhar num bom projeto de identidade visual, numa animação com roteiro e ritmo, é uma das melhores sensações que existem para mim. Então, além dos textos fora do design e sobre design, acredito que ocasionalmente também apareçam textos mais introspectivos e pessoais sobre a minha vida, dos meus amigos e família. Só o tempo dirá!


4 - Viver o que se almeja


Já faz algumas semanas que penso que gostaria de escrever. Escrever sobre várias coisas, coisas aleatórias, coisa profundas, coisas rasas, coisas que talvez só sejam importantes e façam sentido para mim. Acredito que estava me vendo muito como o homem que gostaria de escrever, e pensei: por que não ser o homem que escreve? Não há nenhuma desvantagem nesta atividade. No período que separei para expor meus pensamentos neste texto, eu provavelmente estaria gastando em "pontos inúteis" do meu dia, pontos do dia em que as telas acabam te sequestrando a atenção, deixando o consumo de vídeos curtos ainda maior, vídeos esses que quase nunca agregam positivamente a minha vida. Pensei, gostaria de dizer chega! Passou da hora que viver com tantas informações e ideias entrando no meu cérebro e tão poucas saindo. Quero que a represa da minha mente estoure, e que todo esse fluxo de pensamento que eu normalmente deixo chacoalhar dentro da cabeça, seja externalizado, e por consequência, seja registrado, seja elaborado, seja cru e mal feito, seja talvez em algum momento perfeito, e que exista em toda sua glória e tristeza e frustração e felicidade. Então, que seja isso.


Acho que vai me fazer muito bem.


Algumas ideias para as próximas brincadeiras no parquinho:


  • Minha experiência anterior com blogs

  • A importância das plantas domésticas no meu apartamento e na minha vida

  • Pensamentos sobre a atualização 26.1 do Minecraft

  • Importância do saber (nem tão ancestral de) cozinhar

  • O que achei de À Beira-mar, livro de Abdulrazak Gurnah


Certo, então por enquanto é isso. Obrigado a todos que tiveram interesse e leram até aqui! :)

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